quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Encontro às escuras

Mais uma matéria do Portal Ig.


Confira as 12 regras para quem vai ao encontro ou para quem quer promover um


por Vladimir Maluf

Você não aguenta mais ver o seu amigo solteiro? Ou ao contrário: seu amigo resolveu te apresentar uma amiga que, segundo ele, tem tudo a ver com você? Para as duas situações, existem regras a seguir. O psicólogo Paulo Tessarioli diz que “a melhor forma de conduzir um encontro desta natureza é tendo bom senso”. E dá a dica: “Preocupe-se em criar uma imagem positiva sobre você. A admiração é um dos ingredientes essenciais de uma boa relação afetiva e sexual.”


A psicóloga Claudia Finamore também concorda. “Há regras básicas que devem ser respeitadas em todo encontro: vá bem arrumado, perfumado, seja simpático e educado”. Paulo lembra ainda que, mesmo que não tenha uma boa impressão inicial, você pode pensar numa segunda chance. “Não pense em transformar aquele encontro, tão rápido, na oportunidade de ter alguém com parceira. Naquele dia pode não rolar, mas quem sabe depois ou até mesmo no futuro?”, sugere o especialista.


Se você é o candidato


Veja as dicas da psicóloga Claudia Finamore, para você que vai ao encontro da pretendente escolhida pelo seu amigo:


1. Informe-se bem sobre o local do encontro. “Não seja expansivo demais, se o ambiente não permite. Não use roupas muito formais se não for necessário... A adequação à situação é importante: desde o tipo de roupa ao comportamento”, diz Claudia.


2. Tenha cuidado redobrado com a educação, orienta. “Os apresentados precisam lembrar sempre que há uma amizade envolvida nessa situação.”


3. Vá com calma! “Não saia agarrando a moça na frente do amigo, para não ficar constrangedor. Deixe as coisas rolarem numa boa. Talvez seja melhor esperar um próximo encontro, só os dois, para ter alguma intimidade.”


4. Se você não curtiu a moça, disfarce. “Por ter um amigo envolvido, não dá para deixar explicito que você não gostou da mulher”, diz a psicóloga. “Não dá para ir pegar uma cerveja e não voltar mais...”


5. Durante a conversa com a moça, não fique envolvendo seu amigo. “Não fale de intimidades da amizade. Você não sabe o que a amiga sabe sobre ele.”


6. Se você acha que o próximo encontro não rola, fale isso com jeitinho, avisa a psicóloga. “É mais fácil não entrar em detalhes nessa hora. Diga simplesmente que não rolou, pois a pessoa entende e fica tudo bem. Não precisa estender essa conversa...”


Se você é o cupido


Agora, Claudia Finamore explica quais são as regras a seguir se você resolveu desencalhar o seu amigo:


1. Cuidado com o exagero na propaganda. “Não ‘borde de ouro’ uma pessoa para a outra, para não criar muita expectativa. Quando maior ela for, mais alta é possibilidade de decepção.”


2. Não tente também construir a imagem de um para o outro. “Permita que as pessoas tenham a própria percepção. A imagem que você constrói é diferente da que o outro enxerga. Então, é inevitável que você erre. Se fizer isso, na hora do encontro, eles verão que tudo aquilo que você falou não bate.”


3. Descreva a pessoa, claro. Porém, sem riqueza de detalhes... “Diga como é, no que trabalha, quantos anos tem... Não conte toda a vida de um para o outro. Você não sabe o quanto essa pessoa quer abrir sua intimidade. Geralmente, os amigos contam a vida toda do outro. Deixe que a pessoa escolha o que quer contar.”


4. Na hora do encontro, não seja inconveniente. “Se estiverem só vocês três, não exclua ninguém da conversa, como ficar falando de assuntos que só você e um dos amigos conhece. Se estiverem em quatro, melhor, mas faça com que a conversa sempre gire em torno de todos, mesmo que, às vezes, tenham conversa apenas entre os casais.”


5. Cuidado com o ciúme. “É comum a pessoa que resolveu apresentar os amigos ficar enciumada, quando nota que as novas pessoas estão se entrosando demais. Aí, incomodado, o que proporcionou o encontro começa a ser inconveniente. Não faça isso.”


6. Embora ele seja muito seu amigo e você o conheça bem, o mais comum é as pessoas escolherem um pretendente para outra pessoa baseada nos próprios parâmetros. “Lembre-se que um bom partido para um nem sempre é um bom partido para o outro.”


quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Violência emocional também dói

Minha amiga, psicóloga e psicanalista Cora Ferreira (cora.ferreira@branfer.com) foi entrevistada pela jornalista Sabrina Passos. Leia a matéria na íntegra. (http://vilamulher.terra.com.br/violencia-emocional-tambem-doi-3-1-30-341.html)


Criado em Qui, 23/07/2009 09h43
Por Vila Dois

Existe uma violência silenciosa que, às vezes, machuca muito mais que física.

Esse tipo de “agressão”, que abala o emocional muito mais que as estruturas do corpo, acontece quando alguém se submete, normalmente por medo, ao “poder” desproporcional do outro. E, quase sempre, acontece sem perceber.

Quem sofre de violência emocional, numa relação amorosa, por exemplo, esquece a própria vida, abandona os estímulos e as próprias vontades. Muito do que vive, em geral, tem a ver com o desejo e satisfação do outro, numa submissão inconsciente. “Isso porque essa pessoa tem a tendência a acreditar nas críticas e insultos recebidos, sem forças para argumentar”, diz a psicóloga Cora Ferreira, de São Paulo. “A relação afetiva entre essas pessoas impede a rapidez e a clareza da percepção das manipulações e ameaças”.

Segundo Cora avalia, o agressor é normalmente simpático, extrovertido e educado, do tipo que conquista fácil a confiança, mas que tende a ser controlador e hostil. E o agredido se mostra frágil emocionalmente, inseguro e com baixa auto-estima. Desta forma, os dois acabam por formar uma “dupla perfeita” nas suas imperfeições. “A questão da violência emocional acontece por conta dos dois lados. É uma dupla que vai encontrando uma forma de sobrevivência: um abusa para mostrar e sentir-se poderoso, o outro cede porque se sente inferior e culpado - e isto vai se tornando um ciclo vicioso. Alguns gostam de agredir. Outros de apanhar”.

Entre as formas dessa violência que não deixa marca no corpo está humilhar, depreciar, fazer chantagem com cenas melodramáticas e desmerecimentos, levando o outro a crer na culpa, na inferioridade e incapacidade frente a situações como cuidar de si, da casa ou dos filhos. “Em geral, o agressor minimiza os argumentos do outro e, de forma egocêntrica, aumenta os seus, dizendo que são mais importantes e urgentes. Busca satisfação constante de suas vontades, enquanto responsabiliza o outro pelas questões negativas de suas vidas”, diz Cora, que é especialista em psicoterapia psicanalítica.

Para fugir desse agressor, que usa da força verbal, psicológica e moral para minimizar o parceiro, é preciso primeiro identificá-lo. “Essas pessoas normalmente têm o sentimento de inferioridade encoberto e, para dar conta do mal-estar que sente, dilapida as bases do outro”, explica a psicóloga.

Se ainda assim não é possível enxergar o agressor - o amor bandido às vezes transfigura a realidade - uma boa saída é olhar para si e pensar a respeito dos sonhos, desejos e o tem feito com isso. “Se estiver satisfeita, tudo bem! Mas, e se fica muito infeliz com isso? Com certeza vai ter que dar um basta nesta forma de relação. Se ficar presa à necessidade de satisfação de alguém, sem levar nada de bom, a vida cobra mais pra frente”, alerta Cora. E aí, no meio desse círculo vicioso, a vítima se afasta de parentes e amigos e acaba isolada.
A psicóloga sugere então o diálogo como início de uma nova cara para a relação. Colocar as questões sobre a mesa e lavar a roupa suja são saídas. Outra opção é se aproximar de amigos e familiares que possa confiar e pedir ajuda. “Mas isto é só o primeiro passo, já que as marcas podem ser muito profundas, não só com relação ao que viveu com o parceiro, como também uma decepção pessoal, por ter se prestado a esta vivência, sem ter se libertado para sua vida há mais tempo”, diz Cora.

Quanto a isso, a profissional sugere ajuda psicológica, principalmente para buscar entender porque se permitiu viver isto. “Perguntas sobre como aprender com o erro são imprescindíveis para experiências diferentes, no futuro”.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Mulher em sociedade com outro homem

Minha amiga, sociologa e psicanalista Nilda Jock (niljock@hotmail.com) foi entrevistada pelo jornalista Vladimir Maluf. Confira a matéria.













Você já teve uma mulher em sociedade com outro homem?
03/09 - 11:58hrs


Entenda o que passa pela cabeça dos homens que compartilham uma mesma mulher

Vladimir Maluf


Por que eles topam dividir a mesma mulher? “Porque é divertido”, resume André*, de 30 anos. Muitos homens acham bacana dividir a experiência de sair com a mesma mulher, ao mesmo tempo. André acredita que, nesse caso, o homem não é culpado por desvalorizar a mulher. “Se ela concorda com essa situação, a culpa não é minha”. E ele defende a velha teoria de que há dois tipos de mulheres: “as que são para casar e as que são para se divertir.”

Rafael*, 25 anos, diz que não trata uma mulher diferentemente do que ela o trata. “Se você sai com uma mulher que um amigo também transa, ela é só uma diversão para vocês. O mesmo vale para ela: os homens estão sendo, para essa mulher, um objeto”, posiciona-se. “Nessas situações, ninguém quer nada sério. Se não for ferir um dos três, não há problema.”

Luciana* já participou desse tipo de aventura e defende que tem todo o direito. “Não sei que nome dar a isso. Se querem me chamar de promíscua, podem chamar. Não me preocupa”, garante a moça de 31 anos. “Os homens fizeram isso a vida inteira e sempre foram aplaudidos. E acho que tem um agravante: eles saem com a mesma mulher para comentar com os amigos. A mulher, não: ela topa por prazer.”

A psicanalista e socióloga Nilda Jock diz que, nesses casos, é preciso pensar em hipóteses para entender esse comportamento masculino. “Uma dessas hipóteses é que existe no imaginário dos homens que a mulher é feita para o desfrute. Na história do Brasil, no período colonial, isso já era bem comum: que existiam mulheres para se divertir e outras para casar.”

Outra hipótese, segundo ela, é que o homem não esteja conseguindo compreender ainda a liberdade sexual que a mulher conquistou. “O homem tem dificuldade de equiparar os sexos. É uma questão cultural e ideológica que não se transforma em uma década. Leva tempo... Os movimentos de libertação da mulher começaram nos anos 60 e a aceitação é paulatina. O homem também fica fragilizado diante da nova mulher.”

Mas o caminho, segundo Nilda, é se aprofundar nessas questões e não ficar na posição de vítima. “É como se ele fosse a nova vitima na relação entre os gêneros. Ao invés de rever seus padrões de comportamento e se enquadrar nessas transformações, ele acha que é o caso de desfrutar dessa mulher, como se fosse um novo objeto.”

A especialista cita que o sexo masculino já aceita outras mudanças. Poderia, então, repensar sobre a sexualidade feminina. “Os homens já esperam que essa mulher trabalhe fora, que ajude a prover a casa, mas com relação à sexualidade ainda tem uma visão deformada, tradicional, retrógrada...”

E é condenável simplesmente ignorar a revolução sexual e desrespeitar essa liberdade. “Quanto mais o homem parar para refletir, melhor: ele vai ser mais evoluído. Sem dúvida nenhuma, uma pessoa mais preparada tem uma visão mais crítica dessa realidade. Quem recebe as mudanças culturais sem refletir, sem ler, sem se informar, tende a ficar para trás.”

(http://estilo.ig.com.br/noticia/2009/09/03/voce+ja+teve+uma+mulher+em+sociedade+com+outro+homem+8115920.html)

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Minha amiga psicóloga e psicanalista
Cida Lessa (cida.lessa@ig.com.br)
foi entrevistada pelo jornalista
Wladimir Maluf.

Confira a matéria.
















Não tenha preconceito com o vibrador

http://estilo.ig.com.br/noticia/2009/07/26/nao+tenha+preconceito+com+o+vibrador+7419944.html 26/07 - 08:30hrs

Esse brinquedinho erótico pode animar a sua parceira sem competir com você

Vladimir Maluf

É compreensível que você leve um susto se, de repente, no meio da transa, sua parceira abrir a gaveta do criado-mudo e tirar um pênis de borracha gigantesco. Pior ainda se ele vibrar! Acalme-se... Saiba que o vibrador pode ser um bom estimulante, deixando a transa mais quente.


A psicóloga e psicanalista com especialização em Sexualidade Humana, Cida Lessa, diz que é comum o homem se sentir ameaçado pelo equipamento. “Não apenas pelo vibrador, mas, principalmente, pela atitude da parceira. Os homens ainda se assustam com o atual comportamento feminino. Independência e determinação podem gerar nos homens sentimentos de insegurança, desconfiança e aversão”, esclarece.


Usar um objeto na relação costuma ser algo bem delicado e ela explica que é importante que os parceiros conversem a respeito de suas fantasias, desejos e curiosidades. “Sem dúvida, isso ajudará os dois a encontrarem estímulos comuns para incrementarem a relação sexual, caso haja necessidade ou vontade.”


Isso não é uma competição


Não pense que o fato de ela propor a utilização de algum acessório signifique que você não a está satisfazendo. “Pelo contrário: pode mostrar que existe uma confiança e intimidade entre o casal, permitindo que a parceira se sinta à vontade para falar sobre seus desejos”, afirma Cida. “Muitas vezes, o preconceito não é da própria pessoa. Ele ouviu e aprendeu a agir com certa repulsa, exatamente por achar que poderá ser substituído.”


A especialista diz, também, que não há motivo para ficar bravo ou enciumado. Pode ser uma boa ideia... “Para alguns casais poderá, sim, ser estimulante. Uma forma de descobertas, intimidades e exploração, porém é importante não esquecer que o vibrador é um instrumento, um complemento que pode ajudar a erotizar a relação. Fiquem atentos para que ele não se transforme na única forma de obterem o prazer.”


Modo de usar


Elen Louise, da boutique carioca Madame Blanchye e especialista na arte de seduzir, indica que, para não ficar impressionado com o tal brinquedinho, é bom usar os vibradores que não têm formato de pênis. “Como os que têm forma de bichinhos ou o chamado de ‘bullet’”, indica ela.


“Uma boa ideia é usar como massageador e um ir massageando o corpo do outro, descobrindo novas sensações, até chegar nos pontos erógenos e estimular essas regiões, como: períneo, região anal, pequenos e grandes lábios, clitóris”.


E Elen ensina como conseguir que ela atinja o orgasmo só com o vibrador. “Depois da brincadeira pelo corpo, passe-o levemente ao longo da vulva e no clitóris na intensidade mais baixa e depois vá aumentando”. Outra sugestão é pedir para que ela use sozinha, para ir se acostumando com o acessório.


Elas aprovam


“Um vibrador é um complemento, uma diversão a mais na hora do sexo. Adoro quando meu namorado usa em mim quando está fazendo sexo oral, é uma delicia!”, diz Rachel Souza, 29 anos. Outra mulher que aprova é Priscila Marques, 42 anos. “A principio meu namorado resistiu um pouco em incluir o vibrador na hora da relação, mas aos poucos fui brincando sozinha na frente dele e ele acabou aderindo, hoje em dia adora e sabe que melhorou muito nossa relação.”

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Filhos únicos: amados (ou mimados) demais?

Minha amiga, psicóloga e psicanalista Claudia Finamore concedeu uma entrevista à jornalista Tissiane Vicentin, cuja matéria foi publicada em 17/08/2009 no site http://vilamulher.terra.com.br/filhos-unicos-amados-ou-mimados-demais-8-1-55-279.html


Filhos únicos: amados (ou mimados) demais?
por Tissiane Vicentin

No corre-corre da vida cotidiana moderna, muitos casais optam por ter apenas um filho. Alguns são porque não querem mesmo outra criança. Outros por falta de condições financeiras.

Seja qual for o motivo, essa é a realidade de muitas famílias.

O filho único pode ser sinônimo de conforto. Por ser o primeiro, normalmente ganham dos pais tudo de bom e do melhor. Não que isso seja ruim, mas alguns pais simplesmente não impõem limites e os filhos acabam vítimas de tanta atenção. Acabam mimados, acomodados, birrentos, egoístas e apresentam mais um bocado de problemas que, se não resolvidos durante a infância, podem se tornar uma dificuldade na vida adulta.

“Muitos pais acham que devem dar tudo o que podem ao filho, por ser único, cultivando a idéia de que ele é o centro do mundo. A criança, ao crescer com excesso de tudo, não aprenderá a valorizar o que tem, sentindo-se sempre insatisfeito. Ser feliz com o que se tem é um importante aprendizado”, alerta a psicóloga e psicanalista Cláudia Finamore, de São Paulo.

Por esse motivo, os papais de primeira viagem devem prestar muita atenção em como tratam e educam seus filhos. Alguns dos principais problemas enfrentados nessa situação têm solução. E sem desesperos.

Para a superproteção, por exemplo, tão presente nesses casos, a psicóloga ensina: “entre a proteção saudável e a exagerada, muitos pais sentem dificuldade em estabelecer seus próprios limites, mantendo uma relação confusa com o filho, gerando incompreensão e prejudicando a autoconfiança da criança”. Moderando a preocupação e policiando a insegurança normal que os pais sentem com relação ao primeiro filho, eles estarão contribuindo para uma relação harmoniosa para ambas as partes. “Os pais devem saber lidar com suas inseguranças e expectativas para que não exagerem nos cuidados e nas cobranças em relação ao filho único”, completa.

Outro desafio enfrentado pelos pais é não mimar os filhos. Uma solução é fazer com que ele aprenda a dividir e, para isso, é necessário que ele tenha com quem dividir. “O filho único, em casa, tem poucas oportunidades de dividir espaços, atenções, emprestar e pegar emprestado. Os pais podem facilitar a socialização do filho único com outras crianças, os deixando frequentar a casa de primos e amigos, como também convidar crianças para sua casa”, sugere Claudia. Ela afirma ainda que é fundamental os pais não se colocarem 24 horas à disposição dos filhos. Assim, eles estabelecem limites e a criança entende o quão importante é aprender a dividir e aguardar a sua vez.

Para finalizar, é muito importante que os pais aprendam a lidar com suas próprias frustrações e não depositem os sonhos nos filhos, esperando que eles sejam aquilo que não são. “O filho único sente-se muito cobrado, acreditando precisar ser perfeito em tudo o que se dispõe a fazer. Essa alta expectativa pode levar a criança a ficar ansiosa e insegura, prejudicando o desenvolvimento”, encerra a psicóloga.

Tomando um pouquinho de cuidado, os pais só contribuirão para o crescimento saudável de seus pimpolhos. Com essas dicas, resta apenas dar todo amor e carinho que puder. Mas sem exageros, claro!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Prazer feminino

Minha amiga Cida Lessa (cida.lessa@ig.com.br), psicóloga e psicanalista com especialização em sexualidade humana, participou de uma entrevista sobre orgasmo feminino publicada na revista Malu.

Prazer feminino

Você sabe o que faz diferença na hora de atingir o orgasmo?

Texto de Aline Mendes publicado na revista Malu (6 de agosto de 2009, ano 11, no 371)

Em uma pesquisa de 2003, realizada em 13 Estados brasileiros com 7.103 pessoas, 26,2% das mulheres admitiram ter dificuldades para atingir o orgasmo. Em 2009, o problema persiste. Os fatores físicos que podem desencadear esse problema podem ser diagnosticados com a ajuda de um ginecologista. E os aspectos psicológicos? Como vencer os bloqueios que impedem o prazer?

Desvende as causas

De acordo com Cida Lessa, psicóloga especialista em sexualidade humana, a falta de orgasmo ou prazer, chamada de anorgasmia, normalmente está ligada a algumas questões psicológicas.
“Elas podem ser conscientes e, muitas vezes, inconscientes, daí a necessidade de um tratamento psicológico para que a pessoa possa identificar suas reais dificuldades e aprender a lidar com elas”, esclarece.
A especialista reforça que é importante conversar com um médico para descartar a possibilidade de ser algo fisiológico, como um desequilíbrio nas taxas hormonais.

Bloqueios e tabus

Há apenas algumas décadas, a sexualidade feminina era reprimida, tudo era proibido e a mulher não aprendia, nem podia, expressar seus anseios na intimidade.
“Atualmente, muito se fala sobre o assunto, porém, informação demais não basta, é preciso que haja conhecimento. Nesse caso, do próprio corpo, dos sentimentos, das sensações e dos desejos. Isso sim poderá facilitar a obtenção de uma resposta sexual satisfatória”, acredita Cida.
Para a psicóloga, não existe uma fórmula para chegar ao orgasmo, pois cada pessoa vai responder e reagir de acordo com as suas necessidades pessoais.
“Algumas mulheres precisam de maior estímulo do que outras. Isso é normal, podendo variar e mudar de acordo com a maturidade de cada uma frente a sua vida sexual”, completa.

O que atrapalha

Cobrar demais de si mesma entre os lençóis só aumenta a ansiedade, o que nunca é positivo. “Sempre lembrando que uma vida sexual satisfatória é um direito, não um dever”, destaca a psicóloga.
Por outro lado, não adianta nada atribuir ao parceiro a responsabilidade pelo próprio prazer.
“O homem pode ajudar sendo companheiro, não reprimindo as iniciativas dela, estimulando as zonas erógenas e dando liberdade para falarem sobre suas curiosidades, fantasias, desejos e motivações, mas não é uma obrigação fazer com que a parceira atinja o orgasmo”, explica.
Quando alguém assume o controle na hora H, falta intimidade ou há expectativas demais, os momentos a dois são afetados.

O que ajuda

Criar um clima gostoso e descontraído com o par é o primeiro passo. Em pé de guerra não há prazer que resista.
Depois, é indispensável esquecer as preocupações com trabalho, horários, filhos... Não adianta dedicar um tempo à intimidade se não se concentrar totalmente nela.
Não deixe a sexualidade em segundo plano. Quando ela vai bem, é possível que outras áreas também sejam favorecidas.
Entre quatro paredes, tente relaxar, se entregar por completo e tomar iniciativas para dar e receber prazer. Afinal, mais importante do que o orgasmo é curtir o momento com quem ama.
“Permita-se fantasiar e se conhecer, descubra como e onde gosta de ser tocada e estimule sua imaginação com livros eróticos, filmes... Quem sabe isso pode ajudá-la”, sugere Cida.

sábado, 15 de agosto de 2009

Sexo na gravidez

Mais uma entrevista da minha amiga Nilda Jock (niljock@hotmail.com) ao jornalista Vladimir Maluf, do portal Ig (http://estilo.ig.com.br/noticia/2009/08/03/minha+mulher+esta+gravida+7458981.html)


"Minha mulher está grávida"
03/08 - 11:52hrs

Manter uma vida sexual ativa nessa fase é saudável para ambos os lados

Vladimir Maluf

É diferente quando você olha sua mulher e ela tem um novo corpo: agora, com a maternidade estampada para quem quiser ver. Porém, é um erro abandonar o sexo durante a gestação, de acordo com Carolina Ambrogini, ginecologista e coordenadora do projeto Afrodite da Unifesp. “As mulheres necessitam se sentir desejadas. Precisam ser olhadas como mulheres, não apenas como mães”, diz ela.

De olho no calendário

A médica explica que sexualidade muda conforme a etapa da gravidez. “No primeiro trimestre, ela sente muito sono e enjoos. Além disso, existe a fantasia de que ela pode perder o bebê, e isso não é verdade”, afirma a médica. “Se não há contraindicação do médico, como um sangramento, por exemplo, as relações podem ocorrer.”

No segundo trimestre, é a melhor fase, diz ela. “A mulher tem até mais desejo depois do terceiro mês, mas é aí que o homem começa a associar a mulher à figura materna e não quer transar. Porém, os homens deveriam saber que é bom esse vínculo”, aconselha Carolina. “O casal não pode ter uma relação muito fraternal e esquecer que a relação homem-mulher é importante.”

Já no terceiro trimestre, a barriga incomoda os dois. Mas, mesmo assim, se não há proibição médica, não há motivos para jejum. “É difícil, mas se está indo tudo bem, não tem problema nenhum... Nessa fase a mulher está mais cansada, com dores e menos disposta. Mas é possível manter relações sem muitos malabarismos”, diz ela, que aconselha as posições em que a mulher fica de lado ou por cima.

“Outro mito que é muito comum é o de que o espermatozoide pode atingir o bebê, mas não é real, pois o colo do útero fica vedado. Além disso, o muco da vagina fica hostil ao espermatozoide. Então, ele nem consegue chegar”, afirma. E a médica alerta que se existir dilatação, sangramento ou risco de parto prematuro, aí, sim, tem que procurar o médico e seguir a orientação dele.

Não perca o apetite sexual

Carolina diz, ainda, que o homem deve continuar a elogiar a mulher. “Diga que ela está sensual, mesmo que você não ache muito... E lembre-se que é bom aproveitar esse período, porque, depois do parto, haverá o resguardo, a amamentação – que diminui o desejo – e um bebê dá muito trabalho”, aconselha.

Nilda Jock, psicanalista e socióloga de São Paulo, também aconselha que o marido não se afaste da esposa. “De um modo geral, as pessoas aceitam bem a forma física na gravidez. Mas há um incômodo que a mulher sente em relação à própria imagem”, explica ela. “Há a insegurança de nunca mais voltar à forma e o marido deve ajudá-la a lidar com isso.”

E uma maneira de passar segurança é não evitar o sexo. “O homem tem dificuldade de lidar com essa nova mulher, ou porque muda o perfil dela ou porque o remete à própria mãe. Mas isso pode mexer com autoestima dela. Se o homem a evita, ela acaba se sentindo feia.”

Assim como Carolina, Nilda defende que elogiar a mulher é importante. “Essa é uma ferramenta para ser usada sempre. No caso da mulher grávida, mais ainda, pois tem a questão de ela estar se transformando. É muito saudável que os maridos elogiem suas esposas grávidas”.